quarta-feira, 31 de março de 2010

PROPOSTA DE REDAÇÃO : CARTA ARGUMENTATIVA (aos terceiros)




Leia o artigo abaixo, de Tomás Togni Tarqüino, retirado do seguinte endereço: http://www.ecodebate.com.br/2010/02/19/fracasso-de-copenhague-estados-unidos-e-china-responsaveis-artigo-de-tomas-togni-tarquinio/

Fracasso de Copenhague: Estados Unidos e China responsáveis!

A conferência de Copenhague foi um fracasso. Os resultados foram um financiamento de US$ 30,0 bilhões para os países em desenvolvimento nos próximos três anos e um acordo a ser ratificado pelos estados visando limitar o aquecimento global a 2º C. O primeiro resultado é insignificante, enquanto que a eficácia do segundo pode ser comparada aos angélicos apelos (...) em prol da paz. Quanto aos meios e as condições necessárias para alcançar esses objetivos nada foi decidido.

Analisando retrospectivamente, o resultado não poderia ter sido diferente. Crer que os EUA e China – principais poluidores do planeta – iriam a Copenhague dispostos a assumirem um compromisso internacional diante de 190 países releva singeleza, para não dizer candura. E sem engajamento desses dois gigantes, responsáveis por 40% das emissões mundiais de CO2, nenhum acordo foi e será possível. Em que pese à apresentação de várias propostas ousadas, os demais participantes gesticularam com maior ou menor brilho, sem alcançar um denominador comum, Brasil e União Européia, inclusive. No final, as aspirações do movimento ecológico mundial ficaram reduzidas a uma carta de intenções sem valor.

O caminho iniciado na Rio-92, fundado na cooperação internacional, na definição de metas negociadas de emissão e na instituição de regras comuns, além de procedimentos de verificação mútua, esgotou-se em Copenhague. Doravante, prevalecerá a lógica nacional, tal como ficou demonstrado pela atitude dos EUA e China.

A expectativa gerada quanto às posições dos EUA e da China era muito grande. Esperava-se que ambos assumissem propostas próximas das recomendações mínimas sugeridas pelo IPCC (redução das emissões de CO2 em 25%, no horizonte 2020). A esperança era tanto maior, na medida em que, são eles os países que têm a maior margem, ou melhor, o maior potencial de redução das emissões de Gases Efeito Estufa (GEE).

As razões que os levaram a uma posição intransigente estão muito mais relacionadas às gigantescas transformações que uma política ecológica os obrigaria a assumir internamente, a médio e longo prazo, do que a crise econômica que atualmente afeta o planeta.

Ao colocar a sua assinatura em um acordo climático internacional, o governo americano, seja o de Clinton, Bush ou Obama, se comprometeria a modificar radicalmente nada menos do que “o american way of life” que nos é veiculado diariamente pela mídia como paradigma de existência terrena. Em outros termos, significa dar início a um processo de transformação de modos de produção e consumo que são a base desse estilo de vida caracterizado pelo fantástico desperdício de matérias primas e energia. Aliás, para assegurar esse nível de vida, os EUA não hesitaram em colocar tropas no Iraque e Afeganistão – e ontem no Vietnam – para sustentar a pedra angular de sua prosperidade econômica: as fontes de energia fóssil do Oriente Médio.

E os EUA têm muito a fazer no tocante à redução das emissões de GEE e ao desperdício de matérias primas e energia. Comparativamente, os americanos têm um nível de vida semelhante aos habitantes dos países da Europa Ocidental (padrão de consumo e um PIB per capita análogos). No entanto, um americano emite o dobro de GEE e consome o dobro de energia e de matérias primas do que um europeu. Por essa razão, um esforço de redução desses índices, em tese, não afetaria de maneira drástica os padrões de vida da população americana. Mas exigiria um comprometimento coletivo que está longe de ser realidade, além de ser uma fonte de conflitos internos, principalmente em razão de pressões de poderosos lobbies americanos contra propostas ambientais.

No caso da China, assinar um acordo em Copenhague significa não apenas comprometer de imediato o projeto de desenvolvimento convencional em curso há 30 anos e cujas taxas de crescimento não têm precedente na história econômica, mas também afetar seus desígnios de afirmação como grande potência econômica, política e militar.

O crescimento da China é espetacular. A produção de aço passou de 27,0 milhões de toneladas, em 1980, para 127,0 milhões vinte anos mais tarde (2000). Em 2008, os chineses alcançaram 454,0 Milhões de toneladas – triplicando a produção em oito anos. A metade é consumida pela construção civil e 15% pela indústria automotiva. Quanto ao cimento, a produção passou de 253 milhões de toneladas, em 1991, para 1,35 bilhões de toneladas em 2008 (40% da produção mundial). Quanto aos veículos automotores, a China superou, em 2009, os Estados Unidos em produção de veículos (13 milhões), cujo parque é atualmente estimado em 160 milhões de veículos a motor. O número de veículos privados passou de 1,0 milhão em 1994, para 35,0 milhões em 2008. Neste embalo, eles serão 140,0 milhões em 2020, superando o número de veículos estatais.

O contraponto ao sucesso da política do “Enriquecei-vos” lançada por Deng Xiaoping em 1977, é uma crise ambiental de proporções semelhantes às taxas de crescimento da economia. A situação ambiental urbana e rural é de tal maneira grave que os dirigentes serão obrigados a adotar uma política ambiental drástica.

Toda a produção depende essencialmente de carvão. A China consome mais carvão do que os Estados Unidos, a Europa e o Japão reunidos. O consumo de dois bilhões de toneladas anuais – equivalente a dois terços do consumo total da energia primária do país – coloca o país como campeão indiscutível de emissões
de dióxido de enxofre (SO2): 34,2 milhões de toneladas em 2007 (EUA: 17,9 mi/ton.; Rússia: 9,8 mi/ton.; Brasil e Japão: 2,8 mi/ton. cada).

Não é por acaso que o país abriga 12 dentre as 20 cidades mais poluídas do mundo e seja a campeã de emissões de CO2. O número de pessoas que anualmente morrem prematuramente em razão da poluição atmosférica (SO2, NO2 e partículas em suspensão) é da ordem de 400 mil. A população urbana é estimada em quase 600 milhões de habitantes, podendo alcançar a 900 milhões em 15 anos (um Estados Unidos a mais!). Outro fator grave diz respeito à poluição da água doce.
Mais de 70% dos rios e lagos estão poluídos; a carga poluidora vertida no meio hídrico é igual a dos Estados Unidos, Índia e Japão reunidos. No entanto, as disponibilidades de água doce são modestas: uma reserva média anual por habitante equivalente a 2.200 metros cúbicos, ou seja, um quarto da média mundial.

A situação é tão grave que o número de manifestações de caráter ambiental não cessa de aumentar, apesar dos métodos musculosos empregados pelo partido único. O governo reconhece que, em 2005, houve mais 50 mil movimentos sociais de caráter ambiental em todo país reagrupando mais de 50 pessoas cada.

Por essas razões, o governo chinês lançou um plano de investimentos da ordem de 180 bilhões de dólares visando melhorar a eficiência energética e aumentar a participação das energias renováveis na matriz energética (solar, eólica e agro-combustível). Mas, tendo em vista a dimensão do problema, o esforço é pouco significativo. De qualquer maneira, as ações em favor do meio ambiente serão realizadas sem que a China tenha que prestar contas internacionalmente.

Diante desse quadro, o futuro do planeta estará ainda por muito tempo subjugado aos imperativos nacionais. A transformação das propostas da ecologia política em ações internacionais também restará mais no campo proverbial do que real. O encontro de Copenhague foi revelador de uma evidência que boa parte dos ecologistas, em geral preocupados com epifenômenos, raramente se dá conta: o progresso técnico não irá resolver os problemas ecológicos de “per si” e a solução à crise ecológica e ambiental passa pelo engajamento da população no que diz respeito ao seu comportamento individual e coletivo.
(Tomás Togni Tarqüinio é Antropólogo e ecologista)

A PROPOSTA:
Escreva uma carta a um dos presidentes (Barack Obama ou Hu Jintao) das nações criticadas no artigo acima, com o objetivo de convencê-lo a rever a vergonhosa postura apresentada na conferência em questão. Procure sensibilizá-lo, mostrando-lhe as consequências globais de sua atitude individualista.

Importante:
Dê uma atenção especial à linguagem (norma culta) e aos pronomes de tratamento.
Havendo dúvidas, consulte o endereço abaixo:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/morfologia/pronomes-de-tratamento.php

sexta-feira, 19 de março de 2010

Redação, uma questão crônica (para os pré-vestibulandos do Extensivo Etapa)




Como não houve tempo de vermos todas as crônicas selecionadas para
nossa última aula, gostaria que vocês as acessassem nos seguintes endereços:





Fernando Sabino
Última crônica
http://http://www.youtube.com/watch?v=MODgSsn6XBM

Arnaldo Jabor
Sobre a relação homem-natureza
http://www.youtube.com/watch?v=xRX6NguImAE&feature=related
Seja um idiota
http://www.youtube.com/watch?v=Y6RzHFofWVA&feature=related
Verdades
http://www.youtube.com/watch?v=5Y6HSHwhVlY&feature=related

Luiz Fernando Veríssimo
Homem que é homem
http://www.youtube.com/watch?v=yI_4xqP2J2I&feature=related

Pedro Bial
Morte
http://www.youtube.com/watch?v=Xjln7bi1gw0Palavras ao vento
http://www.youtube.com/watch?v=o3Nx9nyNd_4&feature=related


Tenho certeza de que o contato com vários textos desse gênero vai ajudá-los
na produção (tarefinha de casa).
Neste blog (mês de fevereiro), há muitas informações sobre crônicas!
Confiram e COMENTEM!


Bom final de semana!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pena que atos assim não são "lugar-comum" para o bicho-homem!



http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u708678.shtml

terça-feira, 16 de março de 2010

LUGAR-COMUM



"Putz! O que ela quer dizer com 'reprodução do senso comum?' Eu até a vejo com uma bela e reluzente caneta vermelha, ansiosa para retalhar e retaliar meu texto com inúmeros códigos, quando não escreve com letras GARRAFAIS que ele está impregnado de um tal de 'clichê' ou 'lugar-comum'. Será que isso é de comer ou de passar no cabelo?"
Pois bem, meu caro aluno, se acaso esses pensamentos profanos e insanos já lhe ocorreram, acho que este post vai lhe ajudar a decifrar essas minhas observações "fanfarronas".

Um texto impregnado de lugar-comum:
"Devagar se vai ao longe, porque a pressa é inimiga da perfeição e a esperança é a última que morre. É fato que o brasileiro é preguiçoso por natureza, mas graças a Deus aqui não há preconceito racial – somos um povo que tem horror à violência; nossa índole pacífica é proverbial no mundo inteiro. Se o homem tomasse consciência do valor da paz, não haveria mais guerras no mundo – bastava que cada um parasse para pensar na beleza do sorriso de uma criança e descobrisse que mais vale um pássaro na mão do que dois voando. A paciência é a mãe das virtudes, mas só com determinação e coragem haveremos de resolver nossos problemas. O que estraga o Brasil são os políticos; sem eles estaríamos bem melhor, cada um fazendo a sua parte. Hoje em dia, felizmente, as mulheres estão entrando no mercado de trabalho porque, segundo pesquisadores americanos, elas são muito mais caprichosas que os homens. Já os homens, conforme uma conclusão do conceituado Instituto de Psicologia de Filadélfia, são muito mais desconfiados e estão sempre querendo mais. As pesquisas eleitorais nunca acertam porque são todas compradas. Mas a verdade é que o amor, quando autêntico, resolve tudo. O que não se pode esquecer jamais é que a esperança existe – e sempre existirá!"

Devagar se vai ao longe, porque a pressa é inimiga da perfeição e a esperança é a última que morre. É fato que o brasileiro é preguiçoso por natureza, mas graças a Deus aqui não há preconceito racial – somos um povo que tem horror à violência; nossa índole pacífica é proverbial no mundo inteiro. Se o homem tomasse consciência do valor da paz, não haveria mais guerras no mundo – bastava que cada um parasse para pensar na beleza do sorriso de uma criança e descobrisse que mais vale um pássaro na mão do que dois voando. A paciência é a mãe das virtudes, mas só com determinação e coragem haveremos de resolver nossos problemas. O que estraga o Brasil são os políticos; sem eles estaríamos bem melhor, cada um fazendo a sua parte. Hoje em dia, felizmente, as mulheres estão entrando no mercado de trabalho porque, segundo pesquisadores americanos, elas são muito mais caprichosas que os homens. Já os homens, conforme uma conclusão do conceituado Instituto de Psicologia de Filadélfia, são muito mais desconfiados e estão sempre querendo mais. As pesquisas eleitorais nunca acertam porque são todas compradas. Mas a verdade é que o amor, quando autêntico, resolve tudo. O que não se pode esquecer jamais é que a esperança existe – e sempre existirá!"


O conjunto de frases acima – que você deve ter passado os olhos com a sensação de já tê-lo lido antes algumas centenas de vezes – é uma amostragem da mais terrível praga dos textos argumentativos – o lugar-comum, também conhecido como chavão ou clichê.

O mal do lugar-comum não está propriamente no fato de ser uma expressão muitas vezes usada. O que merece é aquele que aparece justamente para substituir a reflexão. No texto escrito, ele normalmente cumpre a função de, ao resolver tudo numa frase feita de sabedoria universal e indiscutível, eliminar qualquer necessidade argumentativa. Ora, onde a fumaça a fogo! O lugar-comum, pela sua natureza indiscutível, acomoda todo o processo de conhecimento numa sabedoria que não nos pertence; ela já está pronta, passa de geração a geração, de professor a aluno, de vizinho a vizinho, de texto a texto.

O lugar-comum está presente tanto nas piadas que reforçam preconceitos (contra raça, religião, etnia...), quanto nas afirmações absolutas, completas e “sensatas” sobre os fatos que nos rodeiam. O lugar-comum não contesta, não transforma e não cria nada – apenas repete.



Saber reconhecer o lugar-comum é a primeira tarefa de quem quer se livrar deles. Não é tão fácil assim, porque o chavão permeia todos os pontos de vista. Não é só de provérbios inofensivos que ele vive; muitas vezes, a argumentação inteira se sustenta sobre conceitos tão genéricos e vagos que se reduzem a nada. A face mais evidente deste tipo de generalidade vazia é o uso de entidades como “o Homem” , “o Mundo” , “os Políticos” , “ o Jovem” ..., como se as sociedades fossem todas constituídas de blocos absolutamente homogêneos.

Bem, como você já descobriu o que é clichê, lugar-comum, chavão ou "reprodução do senso comum", vou listar agora alguns "pecados mortais" da sua redação:

1. Para iniciar a redação (primeira linha do primeiro parágrafo):
- Atualmente...
- Antigamente...
- Hoje em dia...
- Nos dias de hoje...
- No mundo de hoje...
- No mundo em que vivemos...
- Desde os primórdios da nossa existência...
- Para início de conversa...
- Iniciando o meu trabalho...
- Dando início à minha redação...

2. Para iniciar o último parágrafo da redação:
- Finalizando o meu trabalho...
- Concluindo...
- Resumindo tudo o que eu disse antes...
- Em síntese...
- Em resumo...
- Arrematando tudo com chave-de-ouro...
- Para finalizar...

3. De modo geral:
- Como já dizia meu avô...
- A esperança é a última que morre...
- Quem avisa amigo é...
- Quem espera sempre alcança...
- Deus dá o frio conforme o cobertor...
- Quem trabalha Deus ajuda...
- Deus ajuda quem cedo madruga...
- Dar a volta por cima...
- Agradar a gregos e troianos...
- Chegar a um denominador comum...
- Colocando um ponto final...
- De mão beijada...
- De vento em popa...
- Depois de um longo e tenebroso inverno...
- Do Oiapoque ao Chuí...
- Ensaiar os primeiros passos...
- Faca de dois gumes...
- Fazer das tripas coração...
- Passar em brancas nuvens...
- Pôr a casa em ordem...
- Pôr as barbas de molho...
- Pôr a mão na massa...
- Procurar chifre em cabeça de cavalo...
- Tábua de salvação...
- Tirar o cavalo da chuva...
- Pecado mortal...

OBSERVAÇÃO - Estas últimas expressões podem ser empregadas coerentemente, desde que predomine a criatividade. Às vezes, os lugares-comuns denotam ironia. Nesse caso, ao invés de depreciar, valorizam o texto em que se inserem.


E, se você usar um lugar-comum, vou novamente pôr aqueles comentários
que já são comuns (ou lugar-comum). A ideia é que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura".

domingo, 14 de março de 2010

INDIG-NAÇÃO GRAMATICAL


Eu, Waner, diretamente do país da Gramática, venho a este blog
para externar minha indignação:
Deixei de aproveitar devidamente aquela linda manhã de F1(ontem) para cumprir
minha nobre promessa aos terceiros de postar sobre o pronome relativo,
assunto considerado por alguns urgente e relativamente difícil.
Eu que não senti o perfume das flores,
que não dei banho no Mr Barba,
que vivi agruras inenarráveis para levar aos meus a-lunos a luz do conhecimento...
E NINGUÉM PASSOU OU COMENTOU NO BLOG?!
Snif! Snif! Magoei...

sábado, 13 de março de 2010

TAREFA RELATIVAMENTE FÁCIL (aos terceiros)


“Que vida boa ô ô ô! Que vida boa!”
Primeiro sábado de treino oficial da temporada 2010 de F1. Tudo nos conformes:
Massa à frente do príncipe-sapo das Astúrias; Rosberg , do SchimuECA.
Af! Não tivemos que ouvir o clichê galvaniano “coelho da cartola” sobre o heptacampeão.
Mágica mesmo seria ter uns dos estreantes brasileiros (Bruno Senna e Lucas di Grassi) entre os dez primeiros: pilotos de primeira; carros de segunda.
Mas “segundas categorias” à parte, a cena marcante do dia foi ver o sobrenome Senna na tela.Ah!Bons tempos...
E como, depois do lazer, vem o dever (Olha o chiclê da preguiça, aí, gente!), estou aqui honrando minha nobre promessa ao terceiro B de postar "nesta data querida" o conteúdo de nossa última aula de gramática: pronome relativo.
Achei alguns endereços relativamente bons (“relativamente” por algumas imperfeições gramaticais). Exceto por alguns pequenos equívocos gramaticais na redação dos textos metalinguísticos, as explicações estão claras e coerentes. Eis o mapa da mina:
http://www.brasilescola.com/gramatica/pronome-relativo.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/gramatica/pronome-relativo.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/fovest/relativo.shtml
http://74.125.113.132/search?q=cache:j6DDjnktD3IJ:www.cdb.br/prof/arquivos/72478_20081015041045.ppt+pronomes+relativos+ppt&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br


Na “balada” da da F1, vamos analisar a função do QUE (pronome relativo ou conjunção integrante) nos dois contextos do texto abaixo:

“Completaram os dez primeiros Robert Kubica, mostrando que(1) sua experiência conta ao colocar o mediano carro da Renault no Q3, e Adrian Sutil, que(2) preferiu andar com pneus duros na fase final. Como todos os pilotos participantes do Q3 terão de começar a prova deste domingo (14) com o mesmo pneu usado na classificação, o alemão da Force India priorizou um início mais consistente.”
(http://esporte.ig.com.br/grandepremio/)

Considerando que as orações substantivas são introduzidas por conjunção integrante e que as adjetivas são introduzidas por pronome relativo, diga qual a função desempenhada pelo pronome que no caso 1 e 2.

COMENTEM!
Bom final de semana!
Abraços da professora de gramática favorita dos terceiros!

quarta-feira, 10 de março de 2010

CARTA ABERTA (Por Mr Barba)



Au! Eu sou o Mister Barba.
Barba ou Barbinha para “as mina”. Raul Seixas ou Maluco Beleza para “os brothi”. Mas Barba é a minha marca registrada. Gosto de ser o Barba, o dono da rua, o maluco do pedaço. Sou o Barba Ruiva, o cão pirata dos sete bares. Minha praia é o centro de Catanduva. Eu e meus amigos Golden, Encanadinho e tantos outros manos dividimos o mesmo pedaço: a Pça da República, a frente do Itaú desta pça, a Pça da Igreja, o Torra, a Pça Nove de Julho e hum, que delícia, a joalheria da Minas. Lá tem umas minas de ouro. Como anjos alados , nos dão amor e a ração nossa de cada dia. Que delícia é ter amigos assim! Ter quem nos olhe nos olhos, enxergue nossa alma, entenda nossas necessidades e nos acolha! Estenda-me as mãos e lhe dou minha patinha. Faça o teste quando passar por mim! Se puder me adotar, leve-me e me dê casa, comida, roupa lavada e muito, muito carinho. Sou cão, mas bobo não! Mas se não puder, aceito também só a última parte: o seu carinho, que não lhe é caro, aliás, gratuito até. Ao cruzar (no bom sentido, claro) comigo ou com meus manos pelas ruas da city, olhe para dentro de você e veja o quanto de humano há em você, o quanto altruísta você pode ser. Olhe-nos, enxergue-nos, entenda-nos e, principalmente, acolha-nos. Mas vale um amor de cachorro do que um amor cachorro, não acha?
Se você quiser me adotar, tem uma mina da hora que vai te ajudar a cuidar de mim. Acha! Ela vai nos doar todo mês quinze quilos de ração e uma cesta básica. Mina básica essa, não? Dia desses, ela até me pagou um SPA canino. Fiquei quatro dias me esbaldando, tomando um banho de beleza e sendo imunizado. Aquilo é que era vida, bicho! Pena que alegria de pobre dura pouco! De plebeu para rei, UI! De rei para plebeu, AI! Mas AU, AU... foi uma experiência animal! Ou, sem noção, essa mina é basicamente uma humana feeeera!
Seja um humano fera você também! Pense na minha proposta, hein! A promoção é por tempo ilimitado, mas, parodiando um poeta responsa: “Existe somente um momento para ajudar o cão próximo, o Barbinha que ora vos late digitalmente. Esse momento chama-se PRESENTE, também conhecido como AGORA ou JÁ e tem a duração do instante que passa”. Não deixe esse momento passar! Nossa vida é tão curta! Por que não curti-la com grandeza na alma? Ouça: “Isso me acalma / me acolhe a alma/ Isso me ajuda a viver”...
A gente se encontra nas esquinas da vida, grande!
Se você puder me ajudar ou souber de alguém que queira, me deixe um scrap no meu Orkut. Tá ligado?
Barbinha, seu cão criado